Todas as atividades profissionais oferecem riscos aos trabalhadores, divididos entre químicos, biológicos, físicos, ergonômicos e mecânicos. Por isso, a prevenção deve ser uma questão prioritária dentro das empresas, pois reduz a probabilidade e a gravidade de acidentes e doenças do trabalho.
O Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais (GRO) é praticado com a análise desses riscos presentes nos ambientes ocupacionais. Então, a partir de hoje eu vou publicar uma série de artigos explicando como fazer a análise seguindo a metodologia Ziviti.
Riscos físicos
Todos os perigos físicos representam formas de energia presentes no ambiente, normalmente por conta de equipamentos, ou ainda por desvios ou vazamentos deles (controláveis ou não). Sendo assim, eles interagem com o trabalhador enquanto exerce a sua ocupação. Os mais comuns são:
- Ruído
- Interações térmicas
– Calor
– Frio
- Vibrações
- Pressões anormais
– Hiperbáricas
– Hipobáricas
- Radiações eletromagnéticas
– Ionizantes
Ruído
Por exemplo, tomamos como exemplo o ruído, um dos principais agentes físicos presentes nos ambientes de trabalho. Seu limite de tolerância é de 85 db(A), e a exposição máxima pode ser de 8h.
Seguindo a primeira etapa da metodologia Ziviti, será necessário realizar o PDCA da fase de identificação de perigo. Então, os profissionais de segurança e saúde no trabalho deverão realizar uma vistoria no setor e avaliar de forma qualitativa se existe o perigo de ruído.
Se sim, partimos para a fase quantitativa da avaliação, através da dosimetria de ruído e planificação do risco (tem artigo sobre isso aqui!), que resulta na severidade e na probabilidade.
Esta avaliação é um trabalho complexo, pois necessita de uma análise minuciosa da magnitude da lesão, do número de trabalhadores expostos ao risco e das medidas de controle existentes, fatores específicos do tipo de risco, entre outros. Só então chegamos ao nível de risco.
Portanto, depois que o perigo físico foi identificado e avaliado, é preciso implementar medidas de proteção coletivas, organização do trabalho e proteção individual para eliminar as condições que agravam o risco. A seguir, os profissionais de SST devem tratar a taxa de incidência, limitando os trabalhadores expostos ao ruído, por exemplo.
Desta forma, as taxas de probabilidade e a severidade da lesão irão diminuir. Quando o risco é controlado, basta continuar com o monitoramento contínuo de ações de medidas de controle e prevenção.