Já parou para pensar que o risco ergonômico está presente em praticamente todas as organizações? Continue a leitura e entenda a análise do risco ergonômico para o PGR.

Trata-se de todas as condições que afetam o bem-estar do trabalhador, sejam elas físicas, mentais ou organizacionais. Tais como:

Os riscos ergonômicos podem comprometer seriamente a saúde do trabalhador, com prejuízos no seu desempenho e, consequentemente, em toda a cadeia produtiva da empresa. 

Saiba mais sobre os riscos ocupacionais:

Identificação do risco ergonômico

Seguindo a metodologia Ziviti, é necessário realizar o PDCA da fase de identificação do perigo ergonômico. Por exemplo, vamos analisar uma montadora de automóveis, setor de montagem com 50 trabalhadores, sendo que 25 trabalhadores atuam em uma linha de produção e executam atividades com braços elevados acima da linha dos ombros.

Diante disso, os profissionais de SST deverão realizar uma vistoria no setor e avaliar de forma qualitativa o perigo ergonômico físico. Neste momento, é preciso indicar a atividade de risco, a quantidade de trabalhadores expostos e os danos ou agravos à saúde.

Neste caso, também é preciso verificar as medidas de melhorias de elevação da bancada de trabalho e rodízio de tarefas na linha de produção. Em conjunto, são observadas as NR-7 e NR-17 para pesquisa sobre perigos ergonômicos físicos. A seguir, temos a entrada de um perigo identificado e saía de um risco avaliado.

Avaliação do risco ergonômico

Posteriormente, a etapa de planificação classifica a severidade e a probabilidade, então, resulta no nível do risco. Para encontrar a severidade, deve-se definir a magnitude da consequência (possíveis lesões) e o número de trabalhadores expostos.

Da mesma forma, também é necessário definir a probabilidade. Primeiramente, compara-se a exposição com a NR-9, mas como não há parâmetros para a avaliação de perigos ergonômicos físicos, é possível utilizar o Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP).

Em seguida, estão as fases de avaliação das medidas de controle existentes e  classificação dos fatores específicos da atividade de trabalho que está sendo analisada, com base em ferramentas de análise ergonômica, por exemplo a Sue Rodgers.

Por fim, o time de medicina do trabalho irá avaliar a incidência, fator complementar da magnitude da consequência, e porcentagem de trabalhadores expostos. Com todos esses dados em mãos, chega-se ao nível de risco.

Controle do risco ergonômico

Evitar e prevenir os riscos ergonômicos não é só uma necessidade, mas também uma exigência da legislação trabalhista brasileira, através da NR-17. 

Por isso, as medidas de proteção coletivas e de organização do trabalho vão ajudar a diminuir a taxa de trabalhadores expostos e, consequentemente, a magnitude da consequência com lesões também será mais leve. 

No fim, é necessário ter uma saída de risco controlado, mas que ainda precisa continuar com o monitoramento das medidas de controle e prevenção.

Mais sobre o PGR

O objetivo sempre será deixar a classificação do nível de risco como baixo ou irrelevante, praticando ações que vão trazer boas condições do ambiente de trabalho e melhor realização das atividades laborais.

A Ziviti desenvolveu uma metodologia exclusiva para facilitar este processo de construção do PGR. Quer saber mais? Entre em contato!

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