A sociedade brasileira ainda apresenta níveis alarmantes de desigualdade – e o trabalho reflete esta realidade. No entanto, você sabia que a diversidade agrega muitos valores para as empresas?

Cada vez mais, os profissionais estão se posicionando em busca de trazer pluralismo para o dia a dia. Segundo a pesquisa “Getting to Equal 2019: Creating a culture that drives innovation”, empresas inclusivas e diversas são 11 vezes mais inovadoras e têm funcionários seis vezes mais criativos do que a concorrência.

Por isso, pensar em diversidade é avaliar de que forma a organização pode se posicionar e colher os frutos dessa estratégia:

PCDs

O Brasil tem uma lei de cotas (Lei  nº 8213/1991) que garante a ocupação de pessoas com deficiência (PCDs) nas empresas. Segundo o documento, organizações com 100 ou mais funcionários estão obrigadas a preencher seus cargos com pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção: 

Caso a fiscalização encontre irregularidades nas contratações, o valor da multa é de R$ 1.101,75 por PCD não contratada.

Apesar de já estar em vigor há muitos anos, a lei não tem sido seguida pela maioria das empresas. Aliás, a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda é muito baixa. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017, menos de 1% dos brasileiros com deficiência têm vínculo de emprego formal no Brasil.

No entanto, as pessoas com diferentes tipos de deficiência física podem exercer praticamente qualquer atividade profissional, desde que haja inclusão na organização. Assim, todos saem ganhando: as empresas constróem um ambiente de trabalho positivo, exercem seu papel social e contribuem com a qualidade de vida do deficiente.

Mulheres

Infelizmente, o caminho para igualdade dos gêneros no mercado de trabalho ainda é longo. Esse desafio se mostra na equiparação salarial, em oportunidades de crescimento nas empresas e no respeito às mulheres.

De acordo com a pesquisa “Grant Thornton – Women in Business 2015”, apenas 18% das mulheres estão em posição de liderança nas empresas brasileiras e menos de 5% delas são CEOs.

Veja algumas orientações de ações direcionadas às mulheres no ambiente de trabalho:

Negros e pardos

Apenas 3,68% dos profissionais contratados em 2019 para cargos de liderança são negros, segundo apontou um levantamento do Quero Bolsa/Caged. Além disso, seguindo o ritmo atual, o Brasil só alcançará a equidade racial nos cargos profissionais em 150 anos, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Mesmo que negros (pretos e pardos) sejam 53,6% da população (IBGE 2014), o racismo estrutural os impede de crescer profissionalmente. Contudo, uma das vantagens do aumento de líderes negros é a possibilidade de mais contratações de pessoas negras dentro das empresas, tornando-as mais inclusivas.

A fim de promover a diversidade racial, as organizações podem assumir o compromisso de encontrar meios de acelerar essa mudança, através de metas para contratação de colaboradores negros, por exemplo.

LGBTQI+

Os dados chegam a ser absurdos: 20% das empresas brasileiras não contratam lésbicas. gays, bissexuais, travestis e transexuais em razão da orientação sexual e identidade de gênero, segundo a pesquisa “Elancers Recrutamento 2019”.

A diversidade LGBTQI+ no mercado de trabalho é um tema que está em voga há anos e, com ele, também existem desafios e barreiras a serem quebradas. Mas existem boas práticas de empresas com políticas afirmativas:

Inclusive, há estudos que apontam que companhias com pessoas LGBTQI+ em cargos de alto escalão tem uma performance 61% maior em comparação a empresas sem profissionais de diferentes orientações sexuais e identidades de gênero, principalmente em áreas como responsabilidade social corporativa, práticas de RH e qualidade da força de trabalho.

Saiba mais sobre diversidade nas organizações

Portanto, as mudanças devem ser desde a cultura organizacional, passando por processos de recrutamento e seleção que garantam a empresa apropriada para que a multiplicidade de pensamentos esteja presente.

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