A questão mais importante antes de iniciar a elaboração de um Programa de Gerenciamento de Riscos eficiente é saber qual será a base utilizada. Ou seja, estabelecer uma metodologia de trabalho consistente, replicável e embasada em técnicas de segurança no trabalho e saúde ocupacional.
PDCA
Pensando nisso, a metodologia Ziviti inicia-se definindo o ciclo de melhoria contínua PDCA, que não muda, independentemente da gestão da empresa. Desta forma, a ISO 45001 e a ISO 31000 ensinam a Gestão do Risco Ocupacional, enquanto a ISO 31010 está mais na parte tática e operacional do processo de construção do PGR de uma empresa.
Avaliação do Risco Ocupacional
A seguir, a metodologia Ziviti prevê um sistema de quatro passos essenciais para o processo de avaliação e controle dos riscos, sendo eles:
- Identificação do perigo: é o processo de reconhecimento da existência do perigo, ou seja, toda fonte ou circunstância que tem potencial de gerar acidente de trabalho ou doença ocupacional.
- Avaliação do risco: esta é a fase mais complexa porque exige conceitos de higiene ocupacional, ergonomia e medicina do trabalho, com o objetivo de gerar uma análise que reflita a real condição de risco à qual os trabalhadores estão expostos.
- Controle do risco: com o risco corretamente avaliado e classificado, as medidas de controle executadas ficam fáceis de serem enxergadas.
- Monitoramento contínuo: ações devem ser colocadas em prática para verificar se o risco não está gerando adoecimentos ou lesões.
Matriz de Risco Ocupacional
A matriz de risco ocupacional gera o nível de risco, que por sua vez vem de um cruzamento da severidade das lesões que podem ocorrer em decorrência da exposição ao perigo ocupacional com a probabilidade de estas lesões acontecerem.
Em termos práticos, estaríamos falando de uma planilha Excel com linhas e colunas para fácil compreensão. No entanto, na realidade, os riscos ocupacionais não acontecem com apenas uma única entrada para severidade e outra para probabilidade.
Por isso, na metodologia Ziviti nós seguimos o processo de planificação do risco, onde são consideradas:
– Duas entradas para severidade:
- Magnitude da consequência;
- Número de trabalhadores.
– Quatro entradas para a probabilidade:
- Conformidade com os requisitos presentes nas diversas NRs;
- Comparação da exposição com o perfil previsto na NR-9 – ainda usando os anexos da NR-15 até que os da NR-1 sejam publicados;
- Medidas de prevenção já implementadas;
- Exigências próprias da atividade de trabalho analisada.
Desta forma, cada variável é avaliada individualmente. Então, atribui-se uma nota para cada critério e depois extrai-se a probabilidade de um acidente ou doença ocupacional ocorrer.
Planos de ação
Por fim, a metodologia Ziviti estabelece a etapa de plano de ação, que é a parte prática relevante para o contexto ocupacional que o PGR está inserido, a fim de estabelecer as medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho.
Portanto, entendendo e aplicando todo esse sistema, os profissionais de SST poderão construir o seu PGR efetivo aplicado à realidade organizacional.
Metodologia Ziviti
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